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Patrícia Acioli foi assassinada nesta quinta, em
Niterói (RJ) |
Niterói (RJ) |
Foto: Arquivo Pessoal
A juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada na madrugada desta quinta-feira
(12) em Niterói (RJ), tinha várias decisões judiciais contra policiais militares
em seu currículo e, segundo a associação dos juízes, estava em uma lista de
pessoas “marcadas para morrer” pelo tráfico de drogas. A Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados estão
acompanhando o caso e cobrando esclarecimentos sobre os autores e mandantes do
assassinato.
(12) em Niterói (RJ), tinha várias decisões judiciais contra policiais militares
em seu currículo e, segundo a associação dos juízes, estava em uma lista de
pessoas “marcadas para morrer” pelo tráfico de drogas. A Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados estão
acompanhando o caso e cobrando esclarecimentos sobre os autores e mandantes do
assassinato.
Como titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, a juíza era responsável por
julgar casos de homicídio no segundo município mais populoso do Rio de Janeiro,
inclusive os casos de mortes provocadas pela polícia supostamente em confronto
com suspeitos.
julgar casos de homicídio no segundo município mais populoso do Rio de Janeiro,
inclusive os casos de mortes provocadas pela polícia supostamente em confronto
com suspeitos.
O presidente da OAB, Ophir Cavalcanti, cobrou esclarecimentos sobre os
motivos pelos quais a juíza estava sem escolta policial mesmo sendo alvo de
ameaças. “Foi uma barbaridade contra um ser humano e, sobretudo, contra Justiça
brasileira e o Estado de Direito. Ceifaram a vida de um magistrado, e não
podemos, efetivamente, retornar aos tempos das trevas, conviver com esse tipo de
reação, esse tipo de selvageria que agride a Justiça, agride o Estado de
Direito”, disse.
motivos pelos quais a juíza estava sem escolta policial mesmo sendo alvo de
ameaças. “Foi uma barbaridade contra um ser humano e, sobretudo, contra Justiça
brasileira e o Estado de Direito. Ceifaram a vida de um magistrado, e não
podemos, efetivamente, retornar aos tempos das trevas, conviver com esse tipo de
reação, esse tipo de selvageria que agride a Justiça, agride o Estado de
Direito”, disse.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara também vai acompanhar as
investigações das circunstâncias do assassinato. O deputado Chico Alencar
(PSOL-RJ) passará o dia em conversas com familiares da juíza e autoridades que
apuram o caso. “A questão é gravíssima. Ela estava ameaçada. Recentemente tinha
condenado policiais que fazem parte de milícias, de grupos de extermínio e isso
deixava a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo muito vulnerável”, afirmou o
deputado.
investigações das circunstâncias do assassinato. O deputado Chico Alencar
(PSOL-RJ) passará o dia em conversas com familiares da juíza e autoridades que
apuram o caso. “A questão é gravíssima. Ela estava ameaçada. Recentemente tinha
condenado policiais que fazem parte de milícias, de grupos de extermínio e isso
deixava a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo muito vulnerável”, afirmou o
deputado.
Em nota, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) informou que o
nome de Patricia Acioli constava em uma “lista negra” composta de 12 pessoas
“marcadas para morrer” e encontrada com um suspeito de tráfico de drogas, detido
no Espírito Santo. Segundo a associação, Patrícia era “uma juíza criminal que
realizava exemplarmente o seu trabalho no combate ao narcotráfico, em defesa da
sociedade”.
nome de Patricia Acioli constava em uma “lista negra” composta de 12 pessoas
“marcadas para morrer” e encontrada com um suspeito de tráfico de drogas, detido
no Espírito Santo. Segundo a associação, Patrícia era “uma juíza criminal que
realizava exemplarmente o seu trabalho no combate ao narcotráfico, em defesa da
sociedade”.
Em setembro de 2010, a magistrada determinou a prisão de quatro policiais
militares de Niterói e São Gonçalo, acusados de integrar um grupo de extermínio
na região. Em janeiro deste ano, ela também decretou a prisão de seis policiais
acusados de forjar autos de resistência. Na última terça, Patrícia Lourival
Acioli condenou o oficial da Polícia Militar Carlos Henrique Figueiredo Pereira
a um ano e quatro meses de detenção, em regime aberto, pela morte do jovem
Oldemar Pablo Escola Faria, de 17 anos, em setembro de 2008.
militares de Niterói e São Gonçalo, acusados de integrar um grupo de extermínio
na região. Em janeiro deste ano, ela também decretou a prisão de seis policiais
acusados de forjar autos de resistência. Na última terça, Patrícia Lourival
Acioli condenou o oficial da Polícia Militar Carlos Henrique Figueiredo Pereira
a um ano e quatro meses de detenção, em regime aberto, pela morte do jovem
Oldemar Pablo Escola Faria, de 17 anos, em setembro de 2008.
Com informações da Agência Brasil
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