O PROVOCADOR
REDATOR(A)
Marco Antonio Araujo
Quem aqui nunca brincou de “o chefinho mandou?”. Manja aquele joguinho em que as crianças se reúnem na rua e ficam dizendo “o chefinho mandou correr para lá, o chefinho mandou correr para cá, o chefinho mandou fazer isso, o chefinho mandou fazer aquilo”? Pois é, a brincadeira virou coisa séria e acontece neste momento no numero 425 da Alameda Barão de Limeira, na capital paulista, a sede da Folha de S.Paulo.
O chefinho em questão é Otávio Frias Filho. Após assistir às verdades veiculadas pela Rede Record (assista aqui) a respeito das demissões que a Folha promoveu no final do ano passado devido a queda expressiva na circulação do jornal e credibilidade arranhada, ele decidiu colocar sua gravatinha borboleta de molho e sair para a briga. Quer dizer, ele não. Afinal, rei que é rei, tem peões para fazer o serviço sujo.
Transtornado, baixou ordem expressa ao seu seleto clubinho de comparsas: bater na Record, custe o que custar. Dia sim e outro também. Vez ou outra, um elogiozinho é liberado para tentar “passar um pano”.
Só isso justifica uma notícia que ultrapassa a irresponsabilidade e flerta com o crime como a publicada ontem pelo grupo Folha, em seu braço de internet, o UOL:
Como uma emissora pode encerrar suas atividades em janeiro se já tem acertada em sua grade a transmissão do maior evento esportivo do planeta, as Olimpíadas de Londres, no meio do ano? Acertada e comercializada.
Aí a gente começa a entender o motivo real. Sem condições de estancar o sangramento de seu faturamento, o chefinho Frias tenta atingir a Record no bolso, lançando uma notícia falsa com a clara intenção de chegar ao mercado publicitário.
O que o chefinho não vê é que o clima ficou tão pesado que comenta-se que é possível cortar o ar com uma faca nos corredores da empresa. Redatores, repórteres e até colunistas estão incomodados em ter que inventar fatos, distorcer a realidade e esquecer o que aprenderam para satisfazer o desejo do patrão.
O descontentamento é tamanho que não são poucos os profissionais que enviam recados velados ou até mesmo explícitos às demais redações (do Grupo Record, inclusive) pedindo uma oportunidade para deixar a Folha.
Encastelado em sua cadeira de todo-poderoso, com raios sobre a cabeça tal qual um vilão de desenho animado, Otávio só não percebeu o óbvio.
Desta vez o chefinho mandou. Mas mandou mal.
Veja mais:
Em crise, jornal Folha de SP demite mais funcionários!
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Segundo dados de um instituto verificador de circulação, em 2002, a Folha de SP tinha uma tiragem diária de quase 350 mil jornais. Este número caiu para pouco mais de 300 mil em 2007 e baixou ainda mais no ano passado, para cerca de 295 mil. Isso significa uma queda de mais de 15% em menos de uma década. Com menos leitores e menos jornais em circulação, a Folha foi obrigada a demitir. Até outubro, 58 funcionários foram mandados embora.
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Segundo dados de um instituto verificador de circulação, em 2002, a Folha de SP tinha uma tiragem diária de quase 350 mil jornais. Este número caiu para pouco mais de 300 mil em 2007 e baixou ainda mais no ano passado, para cerca de 295 mil. Isso significa uma queda de mais de 15% em menos de uma década. Com menos leitores e menos jornais em circulação, a Folha foi obrigada a demitir. Até outubro, 58 funcionários foram mandados embora.
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