Construção já foi autorizada pela Aeronáutica, mas Estado ainda avalia se aprova ou não
Agora, os proprietários aguardam a liberação do projeto de construção do hangar, que foi orçado em R$ 2 milhões. A unidade irá abrigar três maiores aeronaves que tiveram custo total superior a R$ 10 milhões.
Dificuldades
Os aviões, um turboélice, bimotor, e dois Sênecas, pertencem aos empresários, Edvane Matias (Grupo Tubform, uma das maiores indústrias de móveis tubulares e de madeira da América Latina); José Alves de Oliveira (Zenir), da rede de loja de eletrodomésticos, e Francisco Chaves Cavalcante (Assis Couras) concessionário Chevrolet e Fiat no Município. Os empresários estão insatisfeitos com a decisão do gerente de manutenção de Obras Aeroportuárias do DER, Paulo Bezerra, que determinou a suspensão da obra. "Isso é um desrespeito para com a gente", disse o empresário, Assis Couras. "No ano passado, deixaram reconstruir um hangar para três ultraleves, sem criar obstáculos", frisou. "Agora estão impedindo de realizar o nosso projeto que tem aprovação da Aeronáutica".
Legalidade
O empresário Edvane Matias ficou revoltado com a decisão do DER. "O projeto está dentro da legalidade e já assinamos em cartório um termo de doação da obra para o Governo do Estado", observou Matias. "Não há porque impedir a realização dessa construção, pois há muita área disponível no aeroporto". Os operários chegaram a escavar e construir os alicerces da obra, mas duas semanas após veio a proibição do DER.
Os proprietários estão preocupados porque as aeronaves estão expostas ao sol e à chuva e há sérios danos aos equipamentos digitais de navegação, que são sofisticados e sensíveis.
"São aviões modernos, caros, que precisam ficar protegido em um hangar", disse Matias. Recentemente, uma das aeronaves apresentou problema que, segundo avaliação de um piloto, é decorrente da exposição ao calor excessivo do sertão cearense. "Infelizmente, o DER está criando dificuldades que não entendemos o porquê", lamentou o empresário Matias.
O aeroporto de Iguatu é uma área pública federal do Ministério da Aeronáutica implantado na década de 1930. Atualmente é administrado pelo DER.
Em 2000, foi ampliado e dispõe de sistema de balizamento noturno. O hangar onde estão guardados os ultraleves era um espaço remanescente do antigo Aeroclube de Iguatu.
O empresário José Alves de Oliveira (Zenir) disse que toda a documentação exigida foi apresentada e ressaltou que a obra não vai interferir no funcionamento do aeroporto.
"Esperamos que o DER seja sensível ao nosso apelo e libere o quanto antes essa obra, que não traz problemas para a operação regular do aeroporto", afirmou.
Burocracia
Quem visita o aeroporto de Iguatu por curiosidade ou para voos comerciais domésticos também lamenta as condições das aeronaves que ficam expostas ao tempo e critica a burocracia do Governo do Estado em emperrar o andamento de construção do novo hangar.
A Assessoria de Imprensa do DER esclareceu por e-mail que o parecer sobre a liberação da obra do hangar está em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE), órgão do governo responsável pelas questões jurídicas, e que somente após esse estudo poderá ser dado um posicionamento sobre o fato e as ações a serem realizadas.
HONÓRIO BARBOSAREPÓRTER
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