Dentro do partido de Hugo Chávez, especulações sobre novo candidato crescem
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, beija um crucifixo, ao lado de sua filha Rosa Virginia
O câncer que acomete o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "segue seu rumo" sem dar sinais de melhora, segundo relatos do jornalista Nelson Bocaranda, um dos mais bem informados do país latino-americano.
De acordo com Bocaranda, médicos brasileiros que faziam parte da equipe consultiva da Presidência venezuelana "entregaram seu relatório e se retiraram da equipe".
— Disseram a seus colegas que a negação de que a doença se manifesta cada vez mais forte e a depressão provocada pela verdade, sem poder compartilhá-la com seus seguidores, são os principais inimigos da recuperação.
Ainda segundo o jornalista, um enviado do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva viajou à Venezuela para conversar com Chávez antes que ele retorne para mais uma fase do tratamento contra o câncer em Cuba.
Em 2011, o presidente venezuelano descobriu um tumor na região pélvica, que foi retirado em uma operação de emergência realizada em Havana.
Neste ano, a doença voltou a aparecer, desta vez ainda mais agressiva, o que forçou a retomada do tratamento realizado periodicamente em Cuba.
Doença provoca incerteza A projeção de um cenário eleitoral na Venezuela sem a presença do presidente é foco de polêmica no país a seis meses das eleições presidenciais.
Em uma reunião fechada com membros do partido governista PSUV, o governador do Estado de Portuguesa, Wilmar Castro Soteldo — designado por Chávez como coordenador de Medição e Avaliação do comando de campanha — disse que há três cenários possíveis para o pleito presidencial de outubro, entre eles a possível ausência de Chávez como candidato.
Essa foi a primeira vez que um membro do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) admitiu, ao menos publicamente, que Chávez poderia não ser o candidato que disputaria as eleições contra o candidato de centro-direita Henrique Capriles Radonski, representante da coalizão opositora.
— Chávez tem câncer e qualquer conflito pode desatar três cenários: Chávez debilitado, sem Chávez ou sem eleições.
A hipótese de suspensão das eleições foi mencionada, segundo ele, em um contexto de suposto conflito gerado pela oposição. O "caos", disse, poderia levar à suspensão do pleito eleitoral. Essa hipótese de "crise social" provocada pela oposição antes das eleições é reiterada por diferentes membros do governo.
Representantes da coalizão opositora rejeitaram as acusações e convocaram o PSUV a respeitar a data das eleições.
De acordo com Bocaranda, médicos brasileiros que faziam parte da equipe consultiva da Presidência venezuelana "entregaram seu relatório e se retiraram da equipe".
— Disseram a seus colegas que a negação de que a doença se manifesta cada vez mais forte e a depressão provocada pela verdade, sem poder compartilhá-la com seus seguidores, são os principais inimigos da recuperação.
Ainda segundo o jornalista, um enviado do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva viajou à Venezuela para conversar com Chávez antes que ele retorne para mais uma fase do tratamento contra o câncer em Cuba.
Em 2011, o presidente venezuelano descobriu um tumor na região pélvica, que foi retirado em uma operação de emergência realizada em Havana.
Neste ano, a doença voltou a aparecer, desta vez ainda mais agressiva, o que forçou a retomada do tratamento realizado periodicamente em Cuba.
Doença provoca incerteza A projeção de um cenário eleitoral na Venezuela sem a presença do presidente é foco de polêmica no país a seis meses das eleições presidenciais.
Em uma reunião fechada com membros do partido governista PSUV, o governador do Estado de Portuguesa, Wilmar Castro Soteldo — designado por Chávez como coordenador de Medição e Avaliação do comando de campanha — disse que há três cenários possíveis para o pleito presidencial de outubro, entre eles a possível ausência de Chávez como candidato.
Essa foi a primeira vez que um membro do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) admitiu, ao menos publicamente, que Chávez poderia não ser o candidato que disputaria as eleições contra o candidato de centro-direita Henrique Capriles Radonski, representante da coalizão opositora.
— Chávez tem câncer e qualquer conflito pode desatar três cenários: Chávez debilitado, sem Chávez ou sem eleições.
A hipótese de suspensão das eleições foi mencionada, segundo ele, em um contexto de suposto conflito gerado pela oposição. O "caos", disse, poderia levar à suspensão do pleito eleitoral. Essa hipótese de "crise social" provocada pela oposição antes das eleições é reiterada por diferentes membros do governo.
Representantes da coalizão opositora rejeitaram as acusações e convocaram o PSUV a respeitar a data das eleições.
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